quarta-feira, 14 de abril de 2010

E esse trem que não passa?

A estação não estava longe da cidade nem da sua casa, pelo contrário, era praticamente seu vizinho, mas ele vivia lá e fazia de tudo para conseguir pegar o trem. Um trem que muita gente tinha pego e que ele queria experimentar a sensação de como era andar naquele trem que levava o passageiro a um mundo diferente do real.
Naquela hora, ele sentia a estação vazia e escura. Só sentia, porque na verdade, ele não estava tão sozinho assim. Enquanto alguns estavam na primeira viagem outros já estavam na segunda, terceira, quarta vez, mas a única pessoa que estava ao seu lado, estava se despedindo para subir no vagão.
Ele ficou tão feliz pela viagem do amigo, tão feliz que parecia que era ele quem estava lá, mas não era. Por isso, um pingo de solidão e repulsão começou a invadir o seu coração.
No começo ele não entendia porque o trem não chegava e várias indagações viam em sua cabeça.
Será que ainda nem haviam construído? Será que já havia sido destruído? Será que nunca existiu? Será que vai ser de ouro e exclusivo, feito com todo amor, carinho e total dedicação a ele?
Ah, várias perguntas sem respostas. Respostas impossíveis de serem decifradas até então.
Mas tudo bem. Agora ele já não pensa tanto nisso ou procura não pensar, ou ainda finge e mente pra todos e si mesmo que já não se importa mais de ficar plantado na estação.
Enquanto isso, ele procura se distrair e não pensar, repensar, raciocinar e tentar encontrar uma saída.
Uma saída para sair de lá, nem que fosse a pé.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Foi aí que te conheci...

Foi aí que te conheci...
É coisa do destino mesmo, né?
Duas vezes que frequentei o mesmo lugar encontrei você lá...
Confesso que o seu jeito não é meu preferido, mas me encantou na primeira vez que eu vi. De repente você veio, me chamou para dançar e eu aceitei, mesmo tendo um jeito meio desengonçado para esse tipo de dança.
Muito bem, você sabia o meu nome e eu não sabia o seu.
A dança com você acabou, mas com a minha sombra e meus amigos continuaram durante muito tempo e foi maravilhoso.
Até esqueci que você existia, olha que milagre. Eu esquecer fácil assim. Realmente não estava me conhecendo.
Mas ai, em uma outra noite pensando que ia ser uma das piores da minha vida, fui pra lá e te encontrei de novo. E você, me olhou e mais uma vez me tirou para dançar. Você uma fera na pista e eu rodando, rodando com medo de cair e escorregar, mas se seus braços fossem meu chão eu iria adorar.
Dessa vez, você perguntou meu nome de novo, não sabia se você lembrava de mim. Não me atrevi a perguntar isso, mas dessa vez eu sabia seu nome.
O nome mais lindo do mundo. Mas não, ele não podia ser seu. Ele estava guardado...
A noite acabou e você foi embora.
Mas eu continuei lá me divertindo como se nada tivesse acontecido. Fiquei lá aproveitando a noite que me restava. Uma ótima noite, por sinal.
Agora só me resta esperar pela próxima e quem sabe o outro passo dessa vez aconteça.
Mas não, não vou te esperar nem te procurar.
E também não vou te esperar, baby.
Mas se você bater em minha porta de novo, prometo meu bem, que no seu pé não vou pisar.